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Carrapatos - Dedetização e Controle de Carrapatos

CARRAPATOS

Carrapatos - Dedetização e Controle de Carrapato

Carrapatos são insetos que perturbam os animais de estimação

Carrapatos são ectoparasitas hematófagos que se instalam em cães, gatos e até seres humanos, para se aproveitar de seus nutrientes, através do sangue. Registros históricos da arqueologia supõe que estes animais tenham cerca de 90 milhões de anos. Existem 800 espécies de carrapatos no mundo.

O animal é perigoso para a saúde humana, já que é vetor de uma série de doenças provocadas por vírus, bactérias, fungos, entre outros microrganismos. Não é indicado deixar os carrapatos se multiplicarem e tomarem conta do ambiente por muito tempo.

Os animais de estimação pegam os carrapatos através de contato com grama e matas em seus passeios na rua e através do convívio com outros animais contaminados com os parasitas. Alguns carrapatos passam longos tempos em seu hospedeiros. Já outros, apenas se alojam em suas vítimas para alimentação e permanecem no ambiente – que pode ser a sua casa!

Os animais são os mais afetados pelos carrapatos, que podem transmitir sérias enfermidades como a Doença do Carrapato, por exemplo, que deixa o animal devagar, triste, magro e com febre. Fique atento aos sinais do seu pet. Lembre-se que uma controladora deve combater os carrapatos e o veterinário deve tratar o animal, simultaneamente.

  

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Biologia dos carrapatos

AS DUAS ESPÉCIES DE CARRAPATOS MAIS COMUNS NO BRASIL SÃO:

Família Argasidae

São conhecidos como carrapatos moles pois não possuem uma carcaça quitinosa que a outra família, denominada Ixodidae, possui. A diferença entre macho e fêmea é pouco acentuada. São parasitas que disseminam doenças. Este tipo de carrapato possui hábitos noturnos e se instala em locais secos, resistindo à fome por longos períodos.

Tamanho: A partir de 0,25 mm de diâmetro
Cor: marrom
Formato: Oval
Nome popular: Carraças moles
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Ixodida
Subclasse: Acarina
Subordem: Parasitiformes

DIETA: São artrópodes hematófagos, ou seja, se alimentam do sangue de seus hospedeiros.

HABITAT: Se abrigam fora de suas vítimas em locais como buracos, frestas, entre outros ambientes similares. Procuram o hospedeiro apenas para se alimentar, quando este está dormindo.

IMPACTO: Transmitem doenças como a Febre Maculosa, Babesiose Canina, Erliquiose Canina, entre outras.

PREVENÇÃO: Higienizar o ambiente frequentemente, utilizar carrapaticidas através de empresas especializadas, evitar matos e gramas.

Família Ixodidae

São os tipos mais comuns de carrapatos. Possuem uma carcaça quitinosa. Por esse motivo são chamados de carrapatos duros. Os machos possuem o escudo em toda sua extensão, enquanto as fêmeas possuem essa capa apenas em uma parte do corpo, para permitir que o abdômen se expanda. Isso porque elas se alimentam mais do que os parceiros. Os dois gêneros são facilmente diferenciados.

Tamanho: A partir de 0,25 mm de diâmetro
Cor: marrom
Formato: Oval
Nome popular: Carraças duras
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Ixodida
Subclasse: Acarina
Subordem: Parasitiformes

DIETA: São artrópodes hematófagos, ou seja, se alimentam do sangue de seus hospedeiros. Os mamíferos são os alvos destes parasitas, sejam humanos ou animais.

HABITAT: Utilizam os hospedeiros como abrigos. Eles se alimentam de maneira contínua.

IMPACTO: Transmitem doenças como a Febre Maculosa, Babesiose Canina, Erliquiose Canina, entre outras.

PREVENÇÃO: Higienizar o ambiente frequentemente, utilizar carrapaticidas através de empresas especializadas, evitar matos e gramas.

Ciclo de vida dos carrapatos

O desenvolvimento dos carrapatos acontece em 4 estágios: ovo, larva, ninfa e adulto.

Nos ovos a fêmea abandona o hospedeiro e deposita seus ovos em algum local no solo, preferencialmente em lugares altos e isolados. Essa fêmea é capaz de colocar até milhares de ovos que em no máximo 2 semanas estarão prontos para originarem as larvas.

Depois de eclodir, as larvas começam logo a procurar por alimento. Retornam ao seu ninho após alguns dias, já alimentadas e preparadas para ganhar mais um par de patas e transformar-se em uma ninfa. Ainda como larvas, os carrapatos já são extremamente resistentes e podem suportar até 60 dias sem alimentar-se.

Já no estado de ninfa os carrapatos procuram novamente por alimento e uma vez que o encontram estão prontos para ir para o solo e evoluir para a fase adulta. Ao retornar a seu ambiente para evoluir os carrapatos podem tornar-se adultos machos ou fêmeas.

Quando adultos, os carrapatos procuram mais uma vez por sangue e quando cheias as fêmeas se desprendem deste hospedeiro para colocar seus ovos no ambiente. Os carrapatos adultos são capazes de sobreviver até 220 dias sem se alimentar. Os ambientes preferidos desses animais para a oviposição são paredes e muros.

Principais doenças transmitidas pelos carrapatos

Os carrapatos são os segundos maiores transmissores de doenças para os seres humanos. Existem 60 espécies de carrapatos em todo mundo e entre as doenças que esses animais podem transmitir diversas são fatais, sendo as mais famosas delas as doença de Lyme e Febre Maculosa.

Ambas são altamente perigosas e exigem tratamento com antibióticos para prevenir complicações. Para que uma pessoa seja infectada por alguma doença o carrapato também deve estar infectado. As doenças transmitidas pelos carrapatos são causadas por bactérias, vírus e protozoários.

1) Doença de Lyme
Causada pela bactéria Borrelia burgdorferi essa doença é transmitida por uma espécie de carrapato no Brasil. Os sintomas são semelhantes aos da gripe (dor de cabeça, fadiga, febre, dores musculares, e em alguns casos uma erupção vermelha na pele).

Essa bactéria pode ser muito perigosa ao indivíduo pois pode chegar a seus órgãos causando graves complicações. Para transmitir a doença, os carrapatos devem ficar aderidos à pele do hospedeiro por 36 a 48 horas no mínimo. A maioria das pessoas com doença de Lyme se recupera completamente com o tratamento antibiótico adequado

2) Febre Maculosa
No Brasil essa doença é transmitida pela espécie Amblyomma aureolatum e é mais comum de ser adquirida entre junho a outubro. Entre os sintomas dessa doença estão febre, dor de cabeça intensa, conjuntivite, enjoos, diarreia, dores musculares entre outras.

Seu tratamento deve ser iniciado logo após o surgimento dos primeiros sintomas para evitar que a doença se espalhe e cause complicações. Para adquirir essa doença é preciso estar em contato com o carrapato entre 6 e 10 horas. Para evitar problemas piores é essencial que a intervenção médica seja iniciada após 5 dias.

3) Babesiose
Causada pelo protozoário do gênero Babesia microti e transmitida pelos carrapatos essa doença infecta os glóbulos vermelhos do sangue e podem causar sintomas que aparecem de 1 a 4 semanas. Entre esses sintomas estão mal-estar, falta de apetite, febre e calafrios, dores musculares e cansaço, podendo causar anemia hemolítica.

O tratamento dessa doença deve ser feito de forma rápida com o uso de antibióticos combinado a um antiprotozoário. Também chamada de piroplasmose ou doença do carrapato essa doença pode afetar os cachorros e levá-los a morte (babebiose canina).

4) Anaplasmose
Ocasionado pela bactéria do gênero Anaplasma essa doença é causada principalmente por carrapatos nas fases de ninfa e adultos. Seus sintomas começam a aparecer entre 1 ou 2 semanas após a picada, e incluem febre, dor de cabeça, calafrios e fortes dores musculares.

Esse organismo contamina diretamente as hemácias do sangue e se não identificado com antecedência pode vir a ser fatal para o indivíduo. Geralmente é descoberto através dos sintomas, porém pode ser testado em laboratórios mais tarde em situações em que seja necessário.

Prevenção contra os carrapatos

Para que haja uma prevenção efetiva contra esses animais é necessário haver aplicações de carrapaticidas tanto no imóvel quanto nos animais e seus locais de habitação. Os carrapatos são animais muito resistentes quando se trata da sua eliminação em algum ambiente, logo, os produtos usados precisam ter qualidade comprovada para serem efetivos.

Há ainda algumas medidas preventivas que podem ser tomadas para evitá-los, como por exemplo:

– Aplicação constante de repelentes, especialmente em regiões como pernas, braços e pescoço

– Uso de roupas compridas, principalmente em localizações próximas à parques, florestas, e regiões onde houver grande quantidade de árvores.

– É possível aumentar a proteção tanto dos imóveis quanto da pele através do uso de óleo de eucalipto (cheiro detestado pelos carrapatos). Para evitá-los ainda mais no seu imóvel, retire pilhas de folhas e corte com frequência a grama.

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UNIPRAG – Dedetização e Controle de Carrapatos

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