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Baratas possuem personalidade, revela estudo

A matéria de André Jorge de Oliveira para o site Revista Galileu (via Reuters) trata-se sobre projeto de pesquisa feito na Universidade Livre de Bruxelas que, teve como objetivo, compreender o comportamento das baratas. Esses insetos, considerados repugnantes pela maioria das pessoas, são bem mais complexos do que aparentam e apresentam traços de personalidade e caráter próprios. Veja mais detalhes abaixo:

Se você é daqueles que pisa em uma barata e pensa que está esmagando um bicho simplório, de capacidades cognitivas limitadas, então um estudo recente pode fazer sua consciência ficar um pouco mais pesada. Pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas descobriram que os insetos são bem mais complexos do que parecem, e têm até personalidade e caráter próprios, podendo apresentar traços como bravura e timidez.

Talvez isso explique o porquê de serem tão resistentes e de poderem se adaptar a ambientes extremamente inóspitos. “Baratas são animais simples, mas elas podem chegar a uma decisão complexa. Com poucas informações e interações, sabendo somente se têm uma parceira no lugar ou não, apenas com este tipo informação elas podem tomar decisões difíceis”, disse Issac Planas, pesquisador principal do projeto, a Reuters.

O grupo estudou a reação da barata-americana quando exposta à luz: a cada turno, 16 insetos ficavam em uma arena circular durante três horas, localizada sob uma fonte luminosa muito brilhante. Dois abrigos redondos foram instalados no centro para fornecer sombra aos animais, que têm aversão à luz. Sabe-se que eles também possuem afinidade com estar em grupos e em locais protegidos. O comportamento foi então monitorado através de uma câmera e de chips implantados nas costas das baratas, que enviavam os dados a um computador para que os pesquisadores pudessem acompanhar se elas estavam enfrentando a luz ou então abrigadas no esconderijo. O experimento foi repetido mais duas vezes, em datas futuras.

Planas explicou que o objetivo de sua equipe com o grupo de insetos era entender variações de comportamento e a forma como o conjunto chegava a uma decisão. Contrariando as expectativas de que todos iriam rapidamente se esconder sob o abrigo, os cientistas notaram que o tempo para isso acontecer variava entre os diferentes grupos – mas a “reunião” na sombra, invariavelmente, ocorreu em todos os casos no final do experimento. O grupo sempre chegava a um consenso no final, padrão semelhante com o verificado em animais como morcegos, ovelhas e algumas espécies de macaco.

O resultado da variação foi atribuído a diferenças de personalidade e comportamento: se uma barata fosse mais rápida em se esconder, por exemplo, poderia influenciar as outras a fazer o mesmo mais depressa. No entanto, ao contrário de animais com hierarquias sociais, como as abelhas e formigas, cada indivíduo era responsável pela sua escolha final de permanecer exposto à luz ou não. De acordo com os pesquisadores, as diferentes personalidades podem explicar a formidável habilidade de adaptação a diferentes ambientes: baratas mais “corajosas” se aventuram e exploram novos lugares, enquanto outras ficam para trás e verificam se os arredores são seguros.

Fonte: Galileu

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Dicas Legislação Notícias

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